quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CAROS AMIGOS(AS) VAMOS ORAR......BUSQUE DEUS EM TODAS AS COISAS, PESSOAS E SITUAÇÕES

 
 
Oração da Serenidade
 
 
“Concede-me, Supremo Deus, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar coragem para modificar as que eu posso e  luz e sabedoria para distinguir uma da outra” –
Vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades/purificações como  caminho para evolução.
Aceitando com suavidade as coisas,  pessoas e o Universo como eles se apresentam para mim, e não como gostaria que eles fossem.
Dai-me força, luz , sabedoria e oportunidade de ser sempre utilizado(a) como Seu instrumento , renovando e mudando sempre para melhor.
Aflore em mim, a fé e confiança de entregar ao Salvador  a minha  reeducação espiritual e material da minha  existência,  fazendo brilhar a minha natureza Divina polindo a minha natureza humana.  Tornando-me mais feliz e prospero (a) e estendendo vibrações positivas para as encarnações que virão.
Conscientes da missão combinada com o Supremo Deus antes do meu nascimento.
Assim seja.
 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

OGUM



OGUM

ORIXÁ da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia. 


Em muitas lendas aparece como irmão de Oxósse e Exú. Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção.

Depois de Exú é o Ogum que está mais próximo dos homens. Seu símbolo principal é uma espada de ferro chamada idà, seu dia é a terça-feira.

Senhor da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Orixá do fogo e do ferro em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc.

É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.


O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM

Os filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções.

São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.


OGUM — Orixá das Guerras e da Tecnologia !!!

Lenda


Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.

Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê".

Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"

Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".

Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede.

Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.

Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

OGUM - Lenda 

Oyá vivia com Ogum antes de ser mulher de Xangô. Ela ajudava Ogum no seu trabalho, carregava seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogum deu a Oyá uma vara de ferro igual a que lhe pertencia que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga.

Xangô gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogum bater o ferro, e sempre lançava olhares a Oyá; ela por sua vez, também lançava olhares a Xangô.

Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados, usava brincos, colares e pulseira. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e Xangô fugiram e Ogum lançou-se em perseguição deles. Encontrando os fugitivos, brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E assim que Ogum foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes, recebeu ele o nome de Ogum Mejé e ela o de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove.




OMULU.......OBALUAÊ




                                                                                                     PAI OMULU  
          
               
           Omulu é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne).
          É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas quando é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulu.  E
no entanto descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que nos foram legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em
solo brasileiro, pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos orixás, já que Omulu é o guardião divino dos espíritos
caídos.
          O orixá Omulu guarda para Zambi todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação
de seus vícios emocionais.
          Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga.  Ela
apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne.  E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade pessoal,
mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são
magneticamente negativos.  E Tatá Omulu é um desses guardiões divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade,
ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação a todas as manifestações da vida.
          Esta qualidade divina do nosso amado pai foi interpretada de forma incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos
séculos foi que Tatá Omulu é um dos orixás mais "perigosos" de se lidar, ou um dos mais intolerantes, e isto quando não o descrevem
como implacável nas suas punições.
          Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com nossa amada
mãe Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da
vida.
          Em Tatá Omulu descobri o amor de Zambi, pois é por puro amor que uma divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos
espíritos caídos.  E foi por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos paralisar em seus domínios, sempre que começássemos
a atentar contra os princípios da vida.
          Enquanto a nossa mãe Iemanjá estimula em nós a geração, o nosso pai Omulu nos paralisa sempre que desvirtuamos os atos
geradores.  Mas esta "geração" não se restringe só à hereditariedade, já que temos muitas faculdades além desta, de fundo sexual. 
Afinal, geramos idéias, projetos, empresas, conhecimentos, inventos, doutrinas, religiosidades, anseios, desejos, angústias,
depressões, fobias, leis, preceitos, princípios, templos, etc. 
          Temos a capacidade de gerar muitas coisas, e se elas estiverem em acordo com os princípios sustentados pela irradiação divina,
que na Umbanda recebe o nome de "linha da Geração" ou "sétima linha de Umbanda", então estamos sob a irradiação da divina mãe
Iemanjá, que nos estimula.
          Mas, se em nossas "gerações", atentarmos contra os princípios da vida codificados como os únicos responsáveis pela sua
multiplicação, então já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulu, que nos paralisará e começará a atuar em nossas vidas, pois
deseja preservar-nos e nos defender de nós mesmos, já que sempre que uma ação nossa for prejudicar alguém, antes ela já nos
atingiu, feriu e nos escureceu, colocando-nos em um de seus sombrios domínios.
          Ele é o excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram
que estavam atingindo seus semelhantes.  E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos
tenhamos nos curado para retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da vida e multiplicadores de suas
benesses.  Todos somos dotados dessa faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de
nossa sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira
dádiva divina.
          Tatá Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente.  Se orarmos a ele
quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal,
e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato a doença e receitaria medicação correta.
          O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual, seja a sua religião.  Mas esta atuação geral e
planetária processa-se através de, uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que fluem as irradiações divinas de
um dos mistérios de Deus, que nominamos de "Mistério da Morte".
          Tatá Omulu, enquanto força cósmica e mistério divino, é a energia que se condensa em torno do fio de prata que une o espírito
e seu corpo físico, e o dissolve no momento do desencarne ou passagem de um plano para o outro.  Neste caso ele não se apresenta
como o espectro da morte coberto com manto e capuz negro, empunhando o alfanje da morte que corta o fio da vida.  Esta descrição
é apenas uma forma simbólica ou estilizada de se descrever a força divina que ceifa a vida na carne.
          Na verdade, a energia que rompe o fio da vida na carne é de cor escura, e tanto pode parti-lo num piscar de olhos quando a
morte é natural e fulminante, como pode ir se condensando em torno dele, envolvendo-o todo até alcançar o espírito, que já entrou em
desarmonia vibratória porque a passagem deve ser lenta, induzindo o ser a aceitar seu desencarne de forma passiva.
          O orixá Omulu atua em todas as religiões e em algumas é nominado de "Anjo da Morte" e em outras de divindade ou "Senhor
dos Mortos".
          No antigo Egito ele foi muito cultuado e difundido e foi dali que partiram sacerdotes que o divulgaram em muitas culturas de
então.  Mas com o advento do Cristianismo seu culto foi desestimulado já que a religião cristã recorre aos termos "anjo" e "arcanjo"
para designar as divindades.  Logo, nada mais lógico do que recorrer ao arquétipo tão temido do "Anjo da Morte", todo coberto de preto
e portando o alfanje da morte, para preencher a lacuna surgida com o ostracismo do orixá ou divindade responsável por este momento
tão delicado na vida dos seres.
          O culto a Tatá Omulu surgiu entre os negros levados como escravos ao antigo Egito, que o identificaram como um orixá e o
adaptaram às suas culturas e religiões.  Com o tempo, ele foi, a partir desse sincretismo, assumindo sua forma definitiva, até que
alcançou o grau de divindade ligada à morte, à medicina e às doenças.  Já em outras regiões da África, este mistério foi assumindo
outras feições e outros orixás semelhantes surgiram, foram cultuados e se humanizaram.  "Humanizar-se" significa que o orixá ou a
divindade assumiu feições humanas, compreensíveis por nós e de mais fácil assimilação e interpretação.
          Tatá Omulu não vibra menos amor por nós do que qualquer um dos outros orixás e está assentado na Coroa Divina, pois é um
dos Tronos de Zambi, o Divino Criador.
          Atotô, meu pai! 


                                                        
                                                                                                                       
OBALUAIÊ

          
                          Obaluaiê é o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou
estágio da evolução para outro.
          O Orixá Obaluaiê  é o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono
Essencial do Saber ou Trono da Evolução.
          O Trono da Evolução é um dos sete Tronos Essenciais que formam a Coroa Divina regente do planeta, e em sua projeção faz
surgir, na Umbanda, a linha da Evolução, em cujo pólo magnético positivo, masculino e irradiante, está assentado o Orixá Natural
Obaluaiê , e em cujo pólo magnético negativo, feminino e absorvente está assentada a Orixá Nanã Buruquê.  Ambos são Orixás de
magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.
          Ambos são Orixás terra-água (magneticamente, certo?).  Obaluaiê  é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo
aquático.  Nanã é ativa no magnetismo aquático e passiva no magnetismo telúrico.  Mas ambos atuam em total sintonia vibratória,
energética e magnética.  E onde um atua passivamente, o outro atua ativamente.
          Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiê  estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que
será recebido no útero materno assim que alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).
          É o mistério "Obaluaiê " que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero
materno.  Nesta redução (que é um mistério de Deus regido por Obaluaiê ), o espírito assume todas as características e feições do
seu novo corpo 
carnal, já formado.
          Muitos associam o divino Obaluaiê  apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiê  é muito
mais do que já o descreveram.  Ele é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro, de uma dimensão para outra, e mesmo do
espírito para a carne e vice-versa.
          Já seus pólos magnéticos negativos, que são os que aplicam seus aspectos negativos, estes não descreveremos porque a
Umbanda não lida com os aspectos negativos dele.
          Esperamos que os umbandistas deixem de temê-lo e passem a amá-lo e adorá-lo pelo que ele realmente é: um Trono Divino
que cuida da evolução dos seres, das criaturas e das espécies, e que esqueçam as abstrações dos que se apegaram a alguns de seus
aspectos negativos e os usam para assustar seus semelhantes.
          Estes manipuladores dos aspectos negativos do Orixá Obaluaiê  certamente conhecerão os Orixás Cósmicos que lidam com o
negativo dele.  Ao contrário dos tolerantes Exus da Umbanda, estes Obaluaiês Cósmicos são intolerantes com quem invoca os aspectos
negativos do Orixá Maior Obaluaiê  para atingir seus semelhantes.  E o que tem de supostos "pais de Santo" apodrecendo nos seus
pólos magnéticos negativos só porque deram mau uso aos aspectos negativos de Obaluaiê ... Bem, deixemos que eles mesmos
cuidem de suas lepras emocionais.  Certo? 
     
TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "O CÓDIGO DA UMBANDA" DE RUBENS SARACENI; E QUE SE ENCONTRA, TAMBÉM, NO SITE GUARDIÕES DA LUZ.

                                                           
                                                                                                            
FILHOS DE OMULU / OBALUAIÊ

          
Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omulu-Obaluaiê
esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. 
No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista.
          Pierre Verger define os filhos de Omulu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre
tranqüila para elas.  Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos
escrúpulos imaginários.  São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo
completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.
          No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva.  A marca mais forte de Omulu-Obaluaiê não é a
exibição de seu sofrimento, mas o convívio com ele.  Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode
revelar-se como uma grande capacidade de somatização de problemas psicológicos (isto é, a transformação de traumas emocionais em
doenças físicas reais), como numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano, das outras
pessoas em geral e principalmente os prazeres.  Sua insatisfação básica, portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si
próprio, uma vez que ele foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.
          Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de
forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um
comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.
          Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de Omulu-Obaluaiê serão visíveis em seus casamentos: não
raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam
naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omulu-Obaluaiê um papel mais discreto.  Gostam de ver seu amado brilhar,
mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos.
          As pessoas desse tipo são basicamente solitárias.  Mesmo tendo um grande círculo de amizades, freqüentando o mundo social,
seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e
guardando sua intimidade ara si própria.  Não raro são pessoas que julgam.
          Ter características detestáveis, que vivem criticando, motivo de vergonha.  O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma
máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros.  Pela experiência inerente a
um Orixá velho, são pessoas irônicas.  Seus comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora
para a imagem de terrível que forma de si próprio.
          Um último, mas importante detalhe; em diversas de suas lendas, o Orixá da varíola é apresentado como uma divindade que
perdeu uma perna.  Isso se refletiria em seus filhos como um defeito congênito em uma das pernas ou a tendência a sofrer, durante
sua vida, por um problema de relativa gravidade em seus membros inferiores, a partir de quedas ou desastres que podem ou não ser
curados e ultrapassados. 



                                                                                                                  
UMA LENDA DE OMULU 
                                                    
                
           
          Omulu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos. 
Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar.
         Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omulu
se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros.  Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de
 tocá-lo. 
         Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio;e Oxum
ficou morrendo de inveja da irmã.

 




                                                                                                                  
UMA LENDA DE OBALUAIÊ 
                                                    
                
           
          Quando Obaluaiê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida.  Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar
trabalho, mas nada conseguiu.  Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram.
         Saindo da cidade, embrenhou-se na mata, onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da
terra.  Ficou muito doente.  Por fim, quando achava que ia morrer, Zambi curou as feridas que cobriam seu corpo.
         Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos
que lhe negaram auxílio e abrigo.



sábado, 6 de agosto de 2011

OXALUFÃ E OXAGUIAN

Oxalá

NOME: Oxaguian (novo), Oxalufan (velho)

SAUDAÇÃO: Epa Babá epa ô

COR: branco, marfim, pérola, chumbo (Lufan) branco e azul (Guian)

ADORNO: Opaxorô (cajado com adornos), Omon Odô (braço do pilão), Alá (pano branco)

DIA DA SEMANA: sexta feita

DOMÍNIO: ar, céu (Orun), rios, montanhas

AXÉ: purificação, sabedoria, criação, tranqüilidade (Lufan), pai da clareza, senhor das decisões e das conquistas (Guian)

KIZILA: dendê, sal, café, roupa escura, cachorro, sujeira, montar a cavalo

OFERENDA: egbo (canjica branca), akasá, ori (gordura animal), inhame, ekurú, obi, arroz, feijão fradinho, mel, vinho branco doce

SACRIFÍCIO: cabra, pata, galinha d’angola, pomba, igbin, galinha

INTRODUÇÃO
"O grande orixá", ocupa uma posição única e inconteste do mais importante orixá e o mais elevado dos deuses Yorubás. É o dono da argila e da criação, onde molda os seres humanos em barro. Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo, onde as palavras não podem ser ouvidas. Por apreciar muito o vinho de palma, embriagando-se freqüentemente, perdeu a chance de criar a terra e tornou-se responsável pela moldagem das pessoas e ficou proibido de beber o vinho. Teimoso, às vezes passa por cima dessas regras. Pessoas com defeitos de nascença, provocados por ele, lhe pertencem. Ele as protege para se redimir. Muda de nome conforme a situação. Lento como um caramujo, todo de branco como seu ritual exige, é conhecido como Oxalufan. Enérgico e guerreiro, de colar branco com azul real, é Oxaguian. Em todas versões é Orixalá, Obatalá o rei do pano branco.

ARQUÉTIPOS
Os filhos deste orixá são pessoas calmas e dignas de confiança. São dotados de grande sabedoria, pois estão sempre buscando os significados de tudo o que ocorre ao seu redor, não cansam de estudar e buscar o conhecimento. Os filhos de Oxalufan possuem tendência a serem preguiçosos. O trabalho braçal não os atrai, preferem buscar lugares onde possam colocar as suas idéias e projetos em atividade. Extremamente responsáveis, são ótimos projetistas e organizadores. Seus principais defeitos são: preguiça, teimosia e lentidão. Por serem calmos, nunca se deve abusar da paciência, pois quando acaba...Os filhos de Oxaguian já são mais ativos, guerreiros, alegres e trabalhadores. São incansáveis em seus ofícios e projetos, possuem também tendências ao estresse por se darem demais as suas funções. Responsáveis como ninguém. Assim como Oxalufan também são teimosos orgulhosos e inteligentes. São os famosos senhores do tudo ou nada. Ou dá certo ou não. Seja nos negócios, no amor e nas amizades.

LENDAS
Oxalufan era um rei muito idoso. Um dia, sentindo saudades do filho Xangô, resolveu visitá-lo. Como era costume na terra dos orixás, consultou um babalaô para saber como seria a viagem. Este recomendou que não viajasse. Mas, se o orixá teimasse em ver o filho, foi instruído a levar três roupas brancas e limo da costa (pasta extraída do caroço de dendê e fazer tudo o que lhe pedissem assim como, jamais revelar sua identidade em qualquer situação. Com essas precauções, o orixá partiu e, no meio do caminho encontrou Exu Elepô, dono do azeite-de-dendê, sentado a beira da estrada, com um pote ao lado. com boas maneiras, ele pediu a Oxalufan que o ajudasse a colocar o pote nos ombros. o velho orixá, lembrando as palavras do babalaô, resolveu auxiliá-lo; mas Exu Elepô, que adora brincar. derramou todo o dendê sobre Oxalufan. o orixá manteve a calma, limpou-se no rio com um pouco do limo, vestiu outra roupa e seguiu viagem. mais adiante encontrou Exu Onidu, dono do carvão e Exu Aladi, dono do óleo do caroço de dendê. Por duas vezes mais foi vitima dos brincalhões e procedeu como da primeira vez, limpando-se e vestindo roupas limpas continuando sua caminhada rumo ao reino de Xangô. Ao se aproximar das terras do filho, avistou um cavalo que conhecia muito bem, pois presenteara Xangô com o animal tempos atrás. Resolveu amarrá-lo para levá-lo de volta, mas foi mal interpretado pelos soldados, que julgaram-no um ladrão. Sem permitir explicações, e Oxalufan lembrando do conselho do babalaô de manter segredo de sua identidade, nada reclamou...Eles espancaram o velho ate quebrar seus ossos e o arrastaram para a prisão. Usando seus poderes, Oxalá fez com que não chovesse mais desse dia em diante; as colheitas foram prejudicadas e as mulheres ficaram estéreis. Preocupado com isso, Xangô consultou seu babalaô e este afirmou que os problemas se relacionavam a uma injustiça cometida sete anos antes, pois um dos presos fora acusado de roubo injustamente. O orixá dirigiu-se a prisão e reconheceu o orixá. Envergonhado, ordenou que trouxessem água para limpá-lo e, a partir desse dia, exigiu que todos no reino se vestissem de branco em sinal de respeito ao orixá, como forma de reparar a ofensa cometida. É por isso que em todos os terreiros do Brasil comemora-se “As Águas de Oxalá”, cerimônia na qual todos os participantes vestem-se de branco e limpam seus apetrechos com profunda humildade para atrair a boa sorte para o ano todo.
Oxalufan tinha um filho chamado Oxaguian, muito valente e guerreiro que almejava ter um reino a todo custo. Era um período de guerras entre dois reinos vizinhos e seus habitantes perguntavam sempre aos babalaôs o que fazer para que a paz voltasse a reinar. Um dos sacerdotes respondeu que eles deveriam oferecer ao orixá da paz, que se vestia de branco, como uma pomba, muito inhame pilado, comida de sua preferência. Oxaguian, cujo nome significa "comedor de inhame pilado", apreciava tanto essa comida que ele próprio inventou o pilão para fazê-la. Depois que as oferendas foram entregues, tudo voltou as boas. Oxaguian tornou-se conhecido por todos e conseguiu seu próprio reino. Até hoje são oferecidas grandes festas a esse orixá para que haja fartura o ano todo.

QUALIDADES
Oxalá (o sol); Oxaguian (o nascer do sol); Oxanyin (Oxalá moço); Oxadinhan (Oxalá moço); Oxagiriyan (Oxalá feminino); Oulissa (Oxalá no Gege); Oxalufan (Oxalá velho); Oxá Olokun (Oxalá do mar); Orixalá (Oxalá do meio dia); Obi am (esposa de Orixalá); Orixá Okô (Oxalá da agricultura); Oba Okê (Oxalá da montanha); Ora Minhan (filho de Odudua e Obatalá); Orixalá (rei dos orixás); Ifá (o espírito santo); Canaburá (o nascer do dia), Obatalá, Odudua, Okin, Lulu, Ko, Oluiá Babá Roko, Babá Epe, Babá Lejugba, Akanjapriku, Ifuru, Kere, Babá Igbo, Ajaguna.

ERVAS LITÚRGICAS
Teté - Bredo sem espinhos -- Orim-rim - Alfavaquinha -- Odun-dun – Folha da costa -- Ibim - Folha de bicho -- Efim - Malva branca -- Ilerim - Folha de vintém -- Omim - Beldroega -- Omim-ojú - Golfo branco -- Jacomijé - Jarrinha -- Tinin - Folha de neve branca, cana do brejo -- Pachorô - Folha da costa branca -- Monam - Parietária -- Peculé - Parioba -- Bala - Taioba -- Jamim - Cajá -- Ori-dun-dun - Folha da fortuna -- Aferê - Mutamba -- Obô - Rama de leite -- Omim-ibá-ojú - Folha de leite.  

Oxalá



NOME: Oxaguian (novo), Oxalufan (velho)

SAUDAÇÃO: Epa Babá epa ô

COR: branco, marfim, pérola, chumbo (Lufan) branco e azul

(Guian)

ADORNO: Opaxorô (cajado com adornos), Omon Odô (braço do 

pilão), Alá (pano branco)

DIA DA SEMANA: sexta feita

DOMÍNIO: ar, céu (Orun), rios, montanhas

AXÉ: purificação, sabedoria, criação, tranqüilidade (Lufan), pai da clareza, senhor das decisões e das conquistas (Guian)

KIZILA: dendê, sal, café, roupa escura, cachorro, sujeira, montar a cavalo

OFERENDA: egbo (canjica branca), akasá, ori (gordura animal), 

inhame, ekurú, obi, arroz, feijão fradinho, mel, vinho branco doce

SACRIFÍCIO: cabra, pata, galinha d’angola, pomba, igbin, galinha

INTRODUÇÃO

"O grande orixá", ocupa uma posição única e inconteste do mais importante orixá e o mais elevado dos deuses Yorubás. É o dono da argila e da criação, onde molda os seres humanos em barro. Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo, onde as palavras não podem ser ouvidas. Por apreciar muito o vinho de palma, embriagando-se freqüentemente, perdeu a chance de criar a terra e tornou-se responsável pela moldagem das pessoas e ficou proibido de beber o vinho. Teimoso, às vezes passa por cima dessas regras. Pessoas com defeitos de nascença, provocados por ele, lhe pertencem. Ele as protege para se redimir. Muda de nome conforme a situação. Lento como um caramujo, todo de branco como seu ritual exige, é conhecido como Oxalufan. Enérgico e guerreiro, de colar branco com azul real, é Oxaguian. Em todas versões é Orixalá, Obatalá o rei do pano branco.

ARQUÉTIPOS
Os filhos deste orixá são pessoas calmas e dignas de confiança. São dotados de grande sabedoria, pois estão sempre buscando os
significados de tudo o que ocorre ao seu redor, não cansam de estudar e buscar o conhecimento. Os filhos de Oxalufan possuem tendência a serem preguiçosos. O trabalho braçal não os atrai, preferem buscar lugares onde possam colocar as suas idéias e projetos em atividade. Extremamente responsáveis, são ótimos projetistas e organizadores. Seus principais defeitos são: preguiça, teimosia e lentidão. Por serem calmos, nunca se deve abusar da paciência, pois quando acaba...Os filhos de Oxaguian já são mais ativos, guerreiros, alegres e trabalhadores. São incansáveis em seus ofícios e projetos, possuem também tendências ao estresse por se darem demais as suas funções. Responsáveis como ninguém. Assim como Oxalufan também são teimosos orgulhosos e inteligentes. São os famosos senhores do tudo ou nada. Ou dá certo ou não. Seja nos negócios, no amor e nas amizades.

LENDAS
Oxalufan era um rei muito idoso. Um dia, sentindo saudades do filho Xangô, resolveu visitá-lo. Como era costume na terra dos orixás, consultou um babalaô para saber como seria a viagem. Este recomendou que não viajasse. Mas, se o orixá teimasse em ver o filho, foi instruído a levar três roupas brancas e limo da costa (pasta extraída do caroço de dendê e fazer tudo o que lhe pedissem assim como, jamais revelar sua identidade em qualquer situação. Com essas precauções, o orixá partiu e, no meio do caminho encontrou Exu Elepô, dono do azeite-de-dendê, sentado a beira da estrada, com um pote ao lado. com boas maneiras, ele pediu a Oxalufan que o ajudasse a colocar o pote nos ombros. o velho orixá, lembrando as palavras do babalaô, resolveu auxiliá-lo; mas Exu Elepô, que adora brincar. derramou todo o dendê sobre Oxalufan. o orixá manteve a calma, limpou-se no rio com um pouco do limo, vestiu outra roupa e seguiu viagem. mais adiante encontrou Exu Onidu, dono do carvão e Exu Aladi, dono do óleo do caroço de dendê. Por duas vezes mais foi vitima dos brincalhões e procedeu como da primeira vez, limpando-se e vestindo roupas limpas continuando sua caminhada rumo ao reino de Xangô. Ao se aproximar das terras do filho, avistou um cavalo que conhecia muito bem, pois presenteara Xangô com o animal tempos atrás. Resolveu amarrá-lo para levá-lo de volta, mas foi mal interpretado pelos soldados, que julgaram-no um ladrão. Sem permitir explicações, e Oxalufan lembrando do conselho do babalaô de manter segredo de sua identidade, nada reclamou...Eles espancaram o velho ate quebrar seus ossos e o arrastaram para a prisão. Usando seus poderes, Oxalá fez com que não chovesse mais desse dia em diante; as colheitas foram prejudicadas e as mulheres ficaram estéreis. Preocupado com isso, Xangô consultou seu babalaô e este afirmou que os problemas se relacionavam a uma injustiça cometida sete anos antes, pois um dos presos fora acusado de roubo injustamente. O orixá dirigiu-se a prisão e reconheceu o orixá. Envergonhado, ordenou que trouxessem água para limpá-lo e, a partir desse dia, exigiu que todos no reino se vestissem de branco em sinal de respeito ao orixá, como forma de reparar a ofensa cometida. É por isso que em todos os terreiros do Brasil comemora-se “As Águas de Oxalá”, cerimônia na qual todos os participantes vestem-se de branco e limpam seus apetrechos com profunda humildade para atrair a boa sorte para o ano todo.
Oxalufan tinha um filho chamado Oxaguian, muito valente e guerreiro que almejava ter um reino a todo custo. Era um período de guerras entre dois reinos vizinhos e seus habitantes perguntavam sempre aos babalaôs o que fazer para que a paz voltasse a reinar. Um dos sacerdotes respondeu que eles deveriam oferecer ao orixá da paz, que se vestia de branco, como uma pomba, muito inhame pilado, comida de sua preferência. Oxaguian, cujo nome significa "comedor de inhame pilado", apreciava tanto essa comida que ele próprio inventou o pilão para fazê-la. Depois que as oferendas foram entregues, tudo voltou as boas. Oxaguian tornou-se conhecido por todos e conseguiu seu próprio reino. Até hoje são oferecidas grandes festas a esse orixá para que haja fartura o ano todo.

QUALIDADES
Oxalá (o sol); Oxaguian (o nascer do sol); Oxanyin (Oxalá moço); Oxadinhan (Oxalá moço); Oxagiriyan (Oxalá feminino); Oulissa (Oxalá no Gege); Oxalufan (Oxalá velho); Oxá Olokun (Oxalá do mar); Orixalá (Oxalá do meio dia); Obi am (esposa de Orixalá); Orixá Okô (Oxalá da agricultura); Oba Okê (Oxalá da montanha); Ora Minhan (filho de Odudua e Obatalá); Orixalá (rei dos orixás); Ifá (o espírito santo); Canaburá (o nascer do dia), Obatalá, Odudua, Okin, Lulu, Ko, Oluiá Babá Roko, Babá Epe, Babá Lejugba, Akanjapriku, Ifuru, Kere, Babá Igbo, Ajaguna.

ERVAS LITÚRGICAS
Teté - Bredo sem espinhos -- Orim-rim - Alfavaquinha -- Odun-dun – Folha da costa -- Ibim - Folha de bicho -- Efim - Malva branca -- Ilerim - Folha de vintém -- Omim - Beldroega -- Omim-ojú - Golfo branco -- Jacomijé - Jarrinha -- Tinin - Folha de neve branca, cana do brejo -- Pachorô - Folha da costa branca -- Monam - Parietária -- Peculé - Parioba -- Bala - Taioba -- Jamim - Cajá -- Ori-dun-dun - Folha da fortuna -- Aferê - Mutamba -- Obô - Rama de leite -- Omim-ibá-ojú - Folha de leite.  


HERANÇA




A herança intelectual e espiritual é o que permite a evolução da humanidade como um todo. Por isso os textos cabalísticos foram passados de mão em mão, por milhares de anos, resistindo a catástrofes naturais, guerras e perseguições. E não é por acaso que a repetição do texto dos dez mandamentos aparece nesta porção da Torá. A energia contida naquele episódio, um espetáculo do mundo espiritual, precisa ser sempre relembrada.

Este legado precisa ser passado para nossos filhos, biológicos ou não. Mais ainda, precisa ser passado de nós para nós mesmos. Sim, porque já recebemos muitas bênçãos em nossas vidas e teimamos em esquecê-las, perdendo assim nossa confiança e nosso propósito. Que nesta semana possamos lembrar destes milagres, em especial o maior deles: a vida que acontece neste exato momento.

JUÍZO FINAL OU NOVA ERA..........REFLEXÃO JÁ ........MUDANÇA DE PARADIGMA... AÇÃO, AÇÃO.........SER E TER......!!!!!?????? ..













O JUÍZO FINAL
Os cristãos e todas as pessoas em geral devem estar muito interessados em saber quando e como virá o Juízo Final, profetizado por Cristo. Visto que está se aproximando a hora, vou esclarecer a questão parcialmente. Não se trata de interpretação minha, e sim de um conhecimento que me veio totalmente por intuição espiritual. Por isso, quero que tomem minhas palavras apenas como mais uma referência ou teoria.
Em primeiro lugar, é necessário definir se realmente haverá um Juízo Final. Ora, um ser Divino como Cristo, que hoje é alvo da fé de milhares de seguidores no mundo inteiro, entre os quais se contam povos de nações superdesenvolvidas, não profetizaria algo que não acontecerá. Caso sua profecia não se concretize, ele não passará de um simples mentiroso. Portanto, embora não sejamos cristãos, acreditamos nela piamente. As palavras do fundador da Religião Oomotokyo: "O que Deus diz não tem qualquer margem de erro, nem sequer da largura de um fio de cabelo", sem dúvida alguma podem ser aplicadas à profecia sobre o Juízo Final.
Sobre o bem e o mal também existem as seguintes profecias: "Destruirei o mal pela raiz e construirei o Mundo do Bem"; "O Mundo do Mal já acabou"; "O Mundo do Mal atingirá o seu ápice aos noventa e nove por cento, e, com a ação de um por cento, será transformado no Mundo do Bem"; "Finalmente está chegando a hora da transição do mundo". Todas elas, creio eu, não podem dizer respeito a outra coisa senão ao Juízo Final. É aquilo a que estamos nos referindo constantemente como sendo a Transição da Noite para o Dia. Há uma frase também relacionada a essa transição: "O momento crítico deste mundo está prestes a chegar; por isso, nosso espírito precisa estar polido". Tais palavras significam que é impossível o ser humano transpor esse período estando cheio de máculas.
Tomando a Bíblia como base e analisando o sentido das profecias citadas, podemos afirmar que nos encontramos na iminência de um grande perigo; para ultrapassá-lo, precisaremos estar com o espírito purificado. Isso quer dizer que o homem mau será eliminado para sempre. Se assim for, torna-se imprescindível purificarmos nosso espírito através de uma fé correta, a fim de que possamos transpor essa fase com segurança.
Os materialistas podem não acreditar, podem dizer que é um absurdo, que Deus é apenas fruto da imaginação do homem; entretanto, quando chegar o momento decisivo e, aflitos, eles quiserem voltar-se para Deus, já será tarde demais. Isso é mais claro que a luz do dia. Naturalmente, o amor de Deus é infinito e Seu desejo é salvar o maior número possível de criaturas. Nós, que seguimos Sua Vontade, estamos repetidamente advertindo os homens, através da palavra oral e escrita.
Sobre o mesmo assunto existe outra advertência: "Deus está querendo salvar os homens, mas, se eles não tomarem cuidado e não derem importância a tantos avisos, encarando-os simplesmente como o canto do galo que estão acostumados a ouvir, chegará a hora em que, prostrados, terão de pedir perdão a Deus. No entanto, quando chegar essa hora, Deus não poderá ficar se ocupando dos homens. Assim, eles terão de resignar-se ante a situação criada pelas suas próprias mãos." Acho que essas palavras têm exatamente o mesmo sentido daquilo que eu acabei de explicar.
A propósito, falarei resumidamente sobre o Dilúvio e a Arca de Noé.
O fato deve ter acontecido há milhares de anos, num antigo país europeu, onde viviam dois irmãos de nome Noé. No estado que hoje chamamos de "transe", o mais velho foi avisado sobre a iminência de um dilúvio e por isso deveria alertar seu povo. Muito apreensivos, eles anunciaram aos homens o perigo iminente, mas ninguém acreditou em suas palavras. Passados alguns anos, finalmente eles conseguiram convencer seis pessoas. Então Deus lhes ordenou que construíssem uma arca, e os oito entraram nela.
Pouco tempo depois, começou a chover ininterruptamente. Uns dizem que choveu durante quarenta dias; outros dizem que cem. O certo é que foi um longo período de fortes chuvas. As águas subiam cada vez mais, inundando as casas; apenas o cume das montanhas ficava de fora. Os homens tentavam entrar na arca ou refugiar-se nas montanhas, mas os animais ferozes e as cobras venenosas, querendo salvar-se, faziam o mesmo. Como a arca possuía tampa, ninguém conseguiu entrar. Famintos, os animais devoravam todos os homens; salvaram-se apenas as oito pessoas que estavam na arca. Elas são consideradas antepassados da raça branca.
No Novo Testamento, existe uma passagem na qual se diz que João faria o batismo pela água e Cristo faria o batismo pelo fogo. Se o Dilúvio representou o início do batismo pela água, o batismo pelo fogo, atribuído a Cristo, só poderá ser o Juízo Final que está prestes a chegar. Acontece que a água é material, e o fogo é espiritual. Por isso, aquilo que estamos realizando atualmente-a purificação do espírito através do espírito-nada mais é que o batismo pelo fogo. Como o espírito se reflete na matéria, a influência que esse batismo exercerá sobre ela deverá produzir uma mudança extraordinária. Mas precisamos saber que existe perigo apenas para o mal, e não para o bem.
Este artigo, eu o ofereço às pessoas descrentes.
20 de janeiro de 1950

CICLOS CÓSMICOS
O homem vive num ilimitado e misterioso mas ordenado Universo, que evolui e reevolui em ciclos. Um ciclo é um período de tempo durante o qual certos aspectos ou movimentos de corpos celestes se realizam e ao fim do qual irão ser repetidos em novo ciclo — um período de anos ou idades — no qual certos fenômenos ocorrem, os quais, por sua vez, se inter-relacionam com toda a vida. Há ciclos de órbitas nos céus, ciclos das estações na Terra, ciclos do dia e da noite. Existem também, os ciclos das idades.
As mudanças ocorrem em pequena, média e ampla escala. Ciclos menores ou maiores podem ocorrer cada dez, mil, três mil, dez mil anos e assim por diante, repetindo-se continuamente dentro da eterna marcha do tempo. Na verdade, o Universo é infinitamente misterioso — tão misterioso, que o entendimento do homem atual ainda não pode compreendê-lo.
Após uma Era de aproximadamente três mil anos de relativa obscuridade, encontramo-nos agora no alvorecer de uma nova Era de Luz. A mutação é tão sem precedentes, que se torna difícil a compreensão de sua integral importância. É mudança que nenhum dos nossos antepassados teve o privilégio de experimentar. Como somos afortunados, nós que vivemos neste período de tempo, por podermos entender ainda que parcialmente, o verdadeiro significado desta mutação, adquirir os meios — através do Johrei — a fim de tornar esta transição mais fácil para cada um, e servir a Deus à Humanidade.
Extraído do livro “Os Novos Tempos”

A GRANDE TRANSIÇÃO DO MUNDO
Vou explicar detalhadamente como nasceu o JOHREI criado por mim e a razão pela qual ainda não se descobriu a causa das doenças e os erros de quase todos os tratamentos.
No Grande Universo, a começar do espaço, que se estende infinitamente, até as mais minúsculas existências, impossíveis de serem detectadas mesmo com uso de microscópios, todas as matérias, sejam elas grandes, médias ou pequenas, cada qual obedecendo à Lei da Concordância, nascem, crescem, unem-se e separam-se, aglomeram-se e espalham-se, destroem-se e constroem-se, numa seqüência infinita na cadeia da evolução. Além disso, existe o positivo e o negativo em tudo, a diferença entre o frio e o calor durante o ano, entre o dia e a noite no espaço de um dia e num período de dez, cem, mil, dez mil anos, e assim por diante. Por essa razão, em vários milhares ou milhões de anos também há, naturalmente, períodos de transição da noite para o dia. Atualmente está se aproximando esse tempo. Encontramo-nos no momento correspondente ao alvorecer. É provável que, fixados na idéia da existência do dia e da noite no espaço de um só dia, muitos leitores estranhem o que estou dizendo. Dessa forma, a explicação torna-se muito difícil, mas creio que ela poderá ser compreendida por qualquer pessoa.
O mundo em que vivemos, como já expliquei minuciosamente, é constituído de três planos: o Mundo Espiritual, o Mundo Atmosférico e o Mundo Material. Poderíamos também separá-lo em dois planos, pois o elemento água, do ar, e o elemento terra, do globo terrestre, são materiais, ao passo que o espírito, ou seja, o elemento fogo, é totalmente imaterial. Se distinguirmos o espírito da matéria, teremos o Mundo Espiritual e o Mundo Material.
Para mostrar a relação entre o Mundo Espiritual e o Mundo Material, é importante entenderem que todo acontecimento ocorre primeiramente no Mundo Espiritual e depois se reflete no Mundo Material. Fazendo uma comparação, é como se aquele fosse o filme, e este, a tela de projeção. Essa é a absoluta Lei do Céu e da Terra. Quando o homem movimenta os braços ou as pernas, por exemplo, a vontade, invisível aos olhos, é que age primeiro e, pelo seu comando, os membros se movimentam. Analogamente, o Mundo Espiritual representa a vontade, e o Mundo Material, os membros.
A transição da noite para o dia, que, segundo dissemos, advém em vários milhares ou milhões de anos, é um fenômeno ocorrido no Mundo Espiritual. Assim, o mundo até hoje encontrava-se num longo período noturno, mas agora está iminente a transição para o Mundo do Dia. Isso está simbolizado na abertura da Porta da Rocha do Céu, que consta no "Kojiki" (coletânea de histórias antigas do Japão). O aparecimento do deus Amaterassu Omikami também constitui uma grande profecia do advento desse mundo. Acredito que a expressão "Luz do Oriente", usada no Ocidente desde a antigüidade, refere-se à mesma profecia.
23 de outubro de 1943
Meishu-Sama